quarta-feira, 21 de maio de 2008

PARALELO

e acima da janela
a noite vazia,
nublada, fria
como esta poesia

no chão o paralelepípedo,
os porcos distintos,
o lixo aperitivo,
o muro invisível

e na minha cama seu espaço
e "ele" deitado, agora, ao seu lado
um toque no celular, um recado
de um amor que sempre foi pecado.

2 comentários:

Gustavo Santiago disse...

saudade de ler suas coisas.
essa melancolia sua me agrada.

faz bem e distrai.

escreve mais zé.
brinque mais com sua boemia.

grande abraço

Juliana Correia disse...

Não demore tanto pra escrever... Você sempre me brinda com boas poesias!