sexta-feira, 8 de junho de 2007

O SORRISO DA ROSA

E aquela rosa
que de teus cabelos pendia
ainda que morta
era viva, reluzia

E aquele sorriso
que de teu rosto escapou
ainda que simples
foi único e durou

E aquele olhar
cabisbaixo e fugidio
ainda me inspira
de forma singular

quinta-feira, 31 de maio de 2007

ASSIM

É assim,
As belezas simples são mais belas
a alegria triste é mais completa
A saudade presente vale a pena

Sempre assim
Os sorrisos com covinhas são mais bonitos
O silêncio diz mais que um forte grito
Te amar é tão bom que repito

Um dia vou saber como fazer
como viver, como esquecer
como renascer sem morrer
como apaixonar sem amar

Mas é sempre assim
o coração ferido é mais vivo
as lágrimas hesitantes, o que sinto
as verdades espontâneas são as que minto

domingo, 27 de maio de 2007

O GATO NO TELHADO

O gato subiu no telhado
para ver sua amada?
para ficar fazendo nada?
para deitar a espera da caça?
para não ser a caça?

O gato subiu no telhado
olhar triste, todo amoado
se deitou em um canto e
não queria companhia,
não queria papo

O gato subiu no telhado
e viu o pôr-do-Sol,
lembrou da amada
e passou o resto da noite
sem fazer mais nada.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

POEMA FEIO E POBRE

Queria, então, que fosse ela
jogando uma pedra em minha janela
gritando meu nome sem vergonha
pedindo seu cheiro em minha fronha

Queria, então, que fosse verdade
minhas ilusões, a cara metade
uma nova vida inventada
só para o meu egoísta prazer


Queria, então, estar ouvindo
sua voz tão suave
sua pele tão macia
uma tão antiga vida

segunda-feira, 30 de abril de 2007

AMOR NÃO SAGRADO

Sou solto neste pátio de amarguras
perdido dentre as maiores desventuras
de um amor já não sagrado

Sou solto neste pasto de conjecturas
envolto pelas mais longas torturas
de um amor já não sagrado

Sou vento, vento, "ventada"
sou amante, ou ela é amada
de um amor já não sagrado

domingo, 15 de abril de 2007

COMO????

Como pode o vazio preencher tanto?
Como pode o silêncio soar tão alto?
Como pode os olhos enxergar a plena escuridão?
Como ainda vivo olhando para os lados se
a minha frente uma murelha de indecisões,
de ilusões, de ganância e estupidez se forma?

Como?

quarta-feira, 4 de abril de 2007

CAFÉ DESPEDIDA

O sol se transforma em meu confessionário
enquanto teu sorriso me rodopia em pecados
teus lábios são ilusões do meu diário
teus olhos me trazem um sossego quase arbitrário

Perdido a noite, na cama, minhas inquietações
falta-me coragem para te dar, enfim, revelações
sobra-me desejo para me inundar em ilusões
resta-me o sonho para responder indagações

O cigarro, sobre a mesa, some em fumaça suicida
O fim do café tem um tom de despedida
meu dia dorme nos braços da melancolia
Oh! Maldita hora, passe rápido, quero vê-la no outro dia