sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

TENTATIVAS

Tento ver, saber, sentir

Enxergar além de ti

Tento perceber a mim

Tento encontra, enfim,

Um pretexto para te ver

Um afago para receber

Um beijo teu pra me entorpecer

Deste amor impossível de esquecer

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

NÃO HÁ

Não há verdades nem mentiras
não há um sonho que não tenha vida
não há um olho seco em uma despedida
não há no amor uma medida
não há entrega sem ferida

Não há um sorriso sem piada
não há uma fantasia sem nada
não há uma paixão sem graça
não há uma criança sem bala
não há carnaval sem máscara

Não há viagem de trem sem chacoalhar
não há esperança se não se sonhar
não há felicidade sem arriscar
não há brincadeira sem um par
não há sentido no meu dia, se não te amar.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

O CAPIRA NA ESTRADA

Queria ser que nem o sinhô
assim, um grande dotô
ah, má reu num ia devagá com o andô
nem vivê assim, debaixo dos pé do patrão
ia sair pelo mundo, ia encontrá os irmão
dispois quem sabe vortá pro colo da muié
ganhá aquele carinho de sardade, uns cafuné
sentí o apertá daquelas mão e os labio de mér
enroscá naquele corpão, quem num gosta, num é?
má to eu aqui nessa estrada, dando uma pitada
a muié tá no riacho lavando as ropa, coitada
mais tarde eu pego aquele caminhozinho ali e vô pra casa
e nessa noite, vai ter forrozada
vou dançá até caí e bebê uma cachaça
e depois ainda tê pique pra fazê a muié sorri
poquê senão, dotô, lá veim gaiada.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A LUA

Esta noite estava escura

Olhei para o céu buscando minha Lua

Fiquei, então, muito surpreso

Pois a Lua que me deseja por inteiro,

Entregou-se apenas pela metade...

Enchi-me, então, de coragem

E esvaziei minhas verdades

Ditas ao vento que levaria minhas saudades

Para um mundo de todas as idades

“Oh Lua, minha beldade,

Por que me tratas com tanta maldade?

Se meu amor por ti é de verdade

Não me deixes aqui sem tua luz

Não me digas que não me seduz

Sabes que és o que mais me importa

Então sejas minha por inteira, não pela metade”

De repente o céu se iluminou

E a lua sobre mim despejou

Sua luz, seu coração, seu amor

Enchendo-me de saudade e calor

E Morpheus, enfim, me deixou

Preso à luz dela, que sempre me apaixonou

domingo, 15 de fevereiro de 2009

UM DIA DEPOIS

Mas assim estou eu aqui hoje
antecipando a dor do amanhã
remoendo as lembranças da noite anterior
caíndo em prantos por não te ter, oh dor!
inventando uma desculpa para ouvir tua voz
até o momento em que não mais puder

Tento uma nova vida, mas impossível é
engano-me ao travesseiro, queria aqui você
amanheço sem rumo, sem nexo
meus minutos passam como horas, sem fim
obrigo-me a rogar para um deus que não conheço

sábado, 14 de fevereiro de 2009

HOJE

Hoje eu me sinto estúpido
e me pergunto por quê?
Hoje me sinto sozinho
nesta noite triste sem você
até mesmo a Lua se escondeu
ao perceber o quanto sofreu
o coração daquele andarilho
até mesmo o céu se comoveu
quando a lágrima, no rosto escorreu
e o andarilho em um banheiro se escondeu

Hoje me sinto cheio
de um espaço inteiro
hoje cometo devaneios
por ainda sentir teu cheiro
e o andarilho continua à porta
rogando por um copo de água
aquela água suja, tóxica
para uma vida limpa e torta

Hoje eu abro um sorriso
tão sem graça, sem sentido
hoje me fecho para tudo isso
e finjo estar pulando em um precipício
e o andarilho permanece a me olhar
não acreditando, mas rogando para eu pular
e finalmente deixar, com ele, este poema escrito à beira-mar.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O QUE HÁ?

Não há verdade, não há razão
não há imagem de um coração
não há mentira, nem ilusão
não há mais calor no verão

Não conheço a vida, não sei de nada
tudo aqui é uma piada
e a verdade serve para cada
aventura inusitada

Os dias passam sem contar
te amo ainda mais, sem notar
e noto, então, o prazer de te amar
na dor que não há de cessar

Não saberia como dizer
que a cada dia mais, amo você
e vou me perdendo em meu próprio ser
te esperando para poder crescer